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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ENFERMAGEM EM SAÚDE DO IDOSO






O envelhecimento como um processo irreversível a que todos estamos sujeitos deve ser melhor compreendido principalmente numa época, em que nosso país arca com um crescente número da população de idosos, e que junto a isto possui uma sociedade despreparada praticamente em todas as suas esferas para lidar com esta realidade (RAMOS, 1995).



O Brasil vem passando atualmente por uma grande mudança no seu perfil demográfico com um incremento intensivo do número tanto absoluto como relativo de idosos. Este quadro se deve a uma crescente queda de fecundidade, ocorrida concomitantemente com o aumento da expectativa de vida. (VERAS, 1994 ).



Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) evidenciam que, segundo RAMOS (1995), em 2025 o Brasil terá a sexta população de idosos do globo. Esta realidade acarretará um grande problema social, uma vez que esta população vive, em sua maioria, em situação financeira precária, o que levará a uma cadeia de problemas com repercussões sobre a qualidade da assistência a saúde agravando as deficiências atuais nesta área.



É necessário que a sociedade considere e aceite o idoso como pessoa, porém sem desconhecer suas necessidades distintas, que devem ser atendidas. Pois o que geralmente se observa é a visão do idoso apenas como alguém improdutivo e doente a espera da morte. Este conceito deve mudar pois, conforme previsões, teremos em 2025 uma população de 15% de idosos, o que corresponderá a aproximadamente 33.882 pessoas com mais de 60 anos (VERAS, 1994) .



A população idosa forma uma faixa etária mais sujeita a problemas de saúde, com isso pode-se esperar um aumento intenso de enfermidades crônicas todas elas com baixa letalidade e alto grau de incapacitação produzindo, assim, onerosos gastos numa área já tão carente de recursos (VERAS, 1994).



Diante destes fatos fica claro a necessidade de uma maior atenção a esta população em franca expansão, e desassistida. É de elevada urgência que se iniciem programas que voltem sua atenção a estes idosos, que tem diversas vezes suas necessidades e problemas pouco conhecidos tanto pelo público em geral quanto pelos profissionais de saúde.



Na formação do pessoal de enfermagem deve-se investir amplamente no preparo para a assistência aos idosos, já que são geralmente portadores de diversos distúrbios psico-sócio-econômicos, constituindo-se clientes mais complexos, que exigem do enfermeiro mais tempo para a prestação dos cuidados. Os idosos costumam ser portadores de múltiplas enfermidades, tendo uma média de aproximadamente 3,7 diagnósticos por idoso ( MONTEIRO, 1989).



A Enfermagem Gerontológica, conforme Guntyer e Estes ( apud PEREZ, 1993 ) abrange os conhecimentos específicos de enfermagem acrescidos daqueles relacionados ao processo do envelhecimento, sendo o campo da Enfermagem que se especializa na assistência ao idoso. A equipe de enfermagem deve zelar para que o idoso consiga aumentar os hábitos saudáveis, diminuir e compensar as limitações inerentes da idade, confortar-se com a angústia e debilidade da velhice, incluindo o processo de morte.



Deve ainda a equipe de enfermagem atuar estimulando o autocuidado, atuando na prevenção e não-complicação das doenças inevitáveis, individualizando o cuidado a partir do princípio de que cada idoso vai apresentar um grau diferente de dependência, diferindo assim a maneira de assistência. Considerando os fatos relatados, mostra-se necessária e urgente a divulgação e discussão das diferenças que o aumento da população idosa acarretará na sociedade como um todo, principalmente na área da saúde, salientando-se o novo papel dos idosos em nossa sociedade, para que tanto os profissinais quanto a população em geral possam atender de maneira satisfatória novas demandas.


Instituto Da Criança-Hospital das Clínicas SP.








Eu,Erick Almeida, considero justo, por méritos institucionais e pela qualidade da prestação de serviço,publicar aqui todo o processo histórico e evolutivo do Instituto da Criança, pelo Hospital das Clínicas de São Paulo.





Pesquisei numa linha interligada entre 1970 e 2007 e nesse período podemos observar a evolução da unidade.Vale a pena conferir...





História do Instituto





1970 – O então governador Abreu Sodré assina o decreto nº 52.481/70 criando o Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICr HCFMUSP).









1971 – Pronto-Socorro entra em funcionamento, sob designação de Unidade Pediátrica de Emergências Clínicas (UPEC). Instala-se na parte anterior do prédio, que era a única construção já terminada na época.









1973 – Iniciam-se as obras do prédio.









1974 – É montada a estrutura administrativa do Instituto.









1975/ 1976 – Todo o serviço de pediatria (com exceção do berçário anexo à maternidade) muda-se do prédio central do Hospital das Clínicas para o edifício do Instituto da Criança, embora a construção e as instalações, só estivessem concluídas até o quarto andar.









1978 – Criação do “Centro de Estudos Prof. Pedro de Alcantara” (CEPPA) por sócios honorários e responsáveis por cursos e pela revista Pediatria (São Paulo).









1981 – Através do Decreto Estadual nº 17.321 de 10 de julho, o Instituto da Criança recebe o nome de um dos seus maiores inspiradores: o Prof. Pedro de Alcântara. Sendo assim, a designação oficial da instituição passou a ser: Instituto da Criança “Prof. Pedro de Alcântara” do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.









1990 - Além do atendimento ao paciente do Sistema Único de Saúde (SUS), o Instituto da Criança passou a atender também Assistência Médica Suplementar.









1992 - foi realizado um estudo para implantação de um novo Plano Diretor no ICr. O que havia na época eram atitudes administrativas isoladas e resoluções tomadas para resolver problemas de momento. Quando a Pediatria desligou-se fisicamente do Instituto Central foi necessária uma redefinição do ICr como organização administrativamente independente. Através da Fundação Faculdade de Medicina (FFM), o ICr adquiriu certa autonomia financeira, embora sem a correspondente autonomia administrativa. Os projetos elaborados a fim de estabelecer uma diretriz específica para o instituto não eram viáveis economicamente.









No mesmo ano, o Conselho Diretor do ICr estabelece um Plano de Metas, que veio a constituir o Novo Plano Diretor do ICr HCFMUSP. As metas foram discutidas em todos os níveis na sua operacionalização, visando uma ampla reformulação institucional que atenderia às necessidades da assistência, do ensino e da pesquisa.









1994 - O ICr criou a Fundação Criança, entidade filantrópica de caráter privativo com o objetivo de colaborar com progresso do ensino, com a prática pediátrica clínica ou cirúrgica, com as universidades e instituições públicas e privadas em seus setores dedicados à pediatria e amparo à infância, nos programas de estudo, prática e aperfeiçoamento dessas áreas.









1996 – O ICr passa por um processo de redefinição de posturas filosóficas e a abertura para o trabalho da equipe multiprofissional em busca de melhorias na área da saúde, visando o bem-estar da comunidade.





O ICr contou com apoio no setor privado, desenvolvendo parcerias para a melhoria das condições de atendimento, partindo do conceito de que a solução dos problemas do setor da saúde, por sua complexidade e altos custos exigidos, deveria envolver diferentes setores responsáveis na sociedade.









1997 - Diversas parcerias foram estabelecidas, tanto com instituições e empresas prestadoras de serviço como com entidades e associações.









1998 - Surge o Projeto PIPA (Pessoa, Instituição, Profissão, Amor) para redefinir as bases de valores que conduziam as relações entre instituição e profissionais. Havia a necessidade de introduzir conceitos dentro de uma visão de gestão sistêmica, participativa. Na essência, pretendia-se comunicar aos diferentes profissionais de uma instituição a necessidade do crescimento, desenvolvimento e envolvimento nos campos pessoal, institucional e profissional. Buscava-se a descentralização do processo decisório, estimulando a visão institucional e confiando nela para direcionar suas ações dentro do todo.









2001 - O Instituto da Criança ampliou leitos e serviços com a inauguração do prédio do Pronto-Socorro, pelo governador Geraldo Alckmin. Novos conceitos de arquitetura hospitalar foram aplicados no edifício de cinco andares, visando a humanização do atendimento para pacientes, acompanhantes, visitantes e profissionais de saúde. O CTIP – Centro de Terapia Intensiva Pediátrica e a UCINE – Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal passaram a integrar o novo edifício, assim como o Serviço de Endoscopia. O Centro Cirúrgico, que funciona no edifício principal, ganhou mais duas salas dobrando sua capacidade de atendimento.,









2004 - O Serviço de Cirurgia Pediátrica completa 15 anos com a realização de mais de 250 transplantes hepáticos, incluindo os inter vivos.









2007 – O Centro de Estudos “Prof. Pedro de Alcântara” passou a se chamar CAEPP - Centro de Apoio ao Ensino e Pesquisa em Pediatria e ficou responsável por estimular trabalhos de pesquisa com apoio material e remuneração condigna ao pesquisador; promover cursos, simpósios, estudos e divulgação de conhecimentos tecnológicos, além da edição de publicações técnicas e científicas; instituição de bolsas de estudo, estágios e auxílios na assistência a estudiosos e pesquisadores.